segunda-feira, 9 de outubro de 2017

HOSPITAIS DE CARIDADE EM ARACAJU

Hospitais de Caridade em Aracaju (Cirurgia, Santa Izabel e São José).
A crise no atendimento aos pacientes do SUS nos hospitais de caridade em Sergipe se arrasta há anos. A suspensão do atendimento virou rotina. Sem solução. Predomina a versão que os gestores do SUS são os únicos responsáveis, pois não repassam os recursos. A imprensa e o ministério público batem na mesma tecla: a causa da crise é o atraso no repasse dos recursos. Sem avalizar os gestores públicos, algumas vezes movidos pela politicagem, despreparados e sem compromisso, mas a questão é mais complexa.
Vamos aos fatos: esses hospitais não passaram por licitações para contratarem com o serviço público, com a justificativa de serem filantrópicos. Hoje, a rede filantrópica não recebe um centavo de nenhum caridoso, figura aliás fora de moda, a partir do momento que a saúde passou a ser um direito do cidadão. Atualmente a filantropia é uma lembrança do passado, uma figura jurídica desprovida de conteúdo. Pelo contrário, esses hospitais mantem-se com a fachada de filantrópicos para continuar tendo o privilégio de serem isentos de alguns tributos, de receberem investimentos e equipamentos públicos, e de servirem de guarda-chuva para que grupos privados atuem em suas dependências, sem precisar participar da concorrência com o restante da rede privada.
No momento, o SUS repassa para essa rede filantrópica cerca de 17 milhões/mês. A minha tese é que essa dinheirama é má aplicada, o retorno para os usuários não é compatível com os recursos aplicados. Creio que esses contratos precisam ser repensados, revistos, que se abra uma concorrência pública, e que o SUS leve em conta a velha relação custo/benefício para aplicar os seus escassos recursos. Claro, não se quer acabar com os hospitais de caridade, eles participariam da concorrência. No modelo atual, com os recursos públicos garantidos, os filantrópicos podem descuidar da própria gestão.

Antônio Samarone.

sábado, 30 de setembro de 2017

FEIRINHA DE NATAL EM ARACAJU


FEIRINHA DE NATAL - Num belo texto (rev. 19, do IHGS) sobre as danças populares, Paulo de Carvalho Neto descreveu as antigas feirinhas de Natal em Aracaju, de forma sucinta e reveladora.
“Estes festejos, de autoria da Igreja, congregam a população indistintamente, desde as classes mais favorecidas da área adjacente à Rua da Frente até os proletários das oficinas e do carro-quebrado. Entremostram-se as classes aí, em praça ao ar livre, sem, contudo, forçarem nenhuma mútua ligação. Os pobres se condensam nos fundos da igreja ou em locais arredios, na sua chamada Rua do Egito, onde a prefeitura lhes concede uma triste iluminação de interior de barracas em troca de um imposto avultado. A frente da igreja ou no centro da praça viceja o grupo privilegiado, em luz feérica, com o chão atapetado de areinha branca e debaixo de uma paisagem de palmeiras cinquentenárias. Os entrelaçamentos de grupos se processam assim; da burguesia fogem os filhos de família para a Rua do Egito, onde bebem e fazem baderna; na Rua do Egito para a área da burguesia vem as legiões de paralíticos, de tuberculosos, de cegos, de leprosos, se postarem nas dobras do passeio a esmolar, expondo as suas pragas e crianças de colo incrivelmente esqueléticas. As mulheres-damas são as únicas realmente nômades nessa vasta concentração populacional. “

Antônio Samarone. 

domingo, 24 de setembro de 2017

REGES ALMEIDA MEIRA - Radioterapeuta.


REGES ALMEIDA MEIRA (67 anos) – natural de Itabaiana, nascido em 17 de novembro de 1950. Filho de Pedro de Almeida Meira (Pedro da Jabá), e Maria Amélia Meira (dona Zuzu). O pai, filho do velho Cido, de Moita Bonita, analfabeto, deu sorte quando casou com a filha de Joãozinho de Norato, forte comerciante de jabá em Itabaiana, e de dona Melinha, da família de Nicolau do fumo. São filhos de dona Melinha: Antônio Gonçalves de Lima ( Tonho de Bila), Maria Amélia Almeida Meira (Zuzu), José Monteiro de Lima (Zé de Melinha), Terezinha Monteiro de Carvalho (Tereza), José Monteiro Lima (Tica), Enilde Monteiro de Lima (Nidinha),Carlos Monteiro de Lima (Carlito),Maria Aparecida de Lima Rodrigues (Aparecida) e Maria do Carmo Maximo de Jesus (Ninha).

Pedro herdou o comércio do sogro e levou em frente. Em 1957, por desavença política com Euclides Paes Mendonça, para evitar perseguições, Pedro da Jabá mudou-se com a família para Aracaju. Foi o passo decisivo, pois em Aracaju estabeleceu-se na Rua Santa Rosa e virou o rei da jabá, tornando-se o único importador no estado. Comprava toda a produção de jabá do Rio Grande do Sul. Mesmo analfabeto, seu Pedro aprendeu a passar telegrama, para importar o bacalhau da Noruega. Pedro da Jabá virou um homem rico, compôs uma geração de itabaianenses que dominou o comércio desde a década de 1950 (Pedro Paes Mendonça, Mamede Paes Mendonça, Gentil Barbosa, Oviedo Teixeira, Albino Silva da Fonseca; Noel Barbosa, Zé de João de Rola, etc.).     
Reges Meira viveu uma adolescência de filhinho de papai, tendo de tudo. Isso não o fez descuidar dos estudos. Fez o primário no Colégio Dom José Thomaz; o ginásio no Jackson de Figueiredo e o científico no Ginásio de Aplicação. Em 1970, Reges Meira entrou na Faculdade de Medicina de Sergipe, e para surpresa de Aracaju, ganhou um “dodge dart” amarelo de presente. Nos primeiros períodos decidiu acompanhar o Dr. Oswaldo Leite no serviço de radioterapia. Aprendeu muito com a experiencia do velho mestre. Quando formou em 1975, Reges Meira foi fazer residência médica em radioterapia (3 anos), no Sírio Libanês em São Paulo, no serviço do renomado professor Mathias Octávio Roxo Nobre.
Abro um parênteses para uma curiosidade: quando o professor Roxo Nobre dava uma festa em sua casa para os alunos, preparava uma pegadinha: levava os novatos para identificarem uma frondosa árvore que ele cultivava no quintal, quase ninguém acertava, a árvore era um velho Pau Brasil. Suspeita-se que o amor que o Dr. William Soares pelo Pau Brasil, tornando-se um doador de mudas para todo Sergipe, tenha nascido com as festas na casa do professor Roxo Nobre.
Retornando a Sergipe após a residência médica, o Dr. Reges Meira foi administrar o serviço de radioterapia do Hospital de Cirurgia. Isso durou de 1977 à chegada ao poder do Partido dos Trabalhadores. Em 2009, o contrato do SUS com a radioterapia do Cirurgia foi rompido pela Secretaria da Saúde, sob fortes acusações de irregularidades. Reges Meira ficou sem condições de continuar exercendo as suas funções no hospital. Para sobreviver, foi fazer medicina no PSF de Campo do Brito e Frei Paulo. Em 2013, foi chamado de volta, sem que nenhuma das acusações fossem provadas e como se nada tivesse acontecido. No momento, Reges Meira voltou a ser o responsável técnico pelo serviço que ele organizou, no Hospital de Cirurgia.
O Dr. Reges Meira é pai de nove filhos (Maísa, Mateus, Camila, Pedro Reges (acadêmico de medicina), André, Ronaldo, Yasmim, Reges Junior e Lorena), de oito mães diferentes. O último relacionamento, com a enfermeira Maria Pergentina dos Santos (foto) já dura 40 anos. Foi atleta de futebol de salão na década de 1970. Reges Meira participou da política partidária, disputando sem sucesso algumas eleições. Dr. Reges Meira foi Presidente da SOMESE.

Antônio Samarone.

A RADIOTERAPIA EM SERGIPE


RADIOTERAPIA EM SERGIPE.
A aventura começou no final de 1895, quando Roentgen descobriu os raios-X. Os raios-X matam as células que se reproduzem rapidamente. No final de 1900, os médicos já vislumbravam a possibilidade de curar o câncer com o raios-X. Em 1902, o casal Pierre e Marie Curie vasculhando o mundo natural descobrem o rádio, fonte químicas do Raios-X, permitindo a emissão de radiações mil vezes mais poderosa contra os tumores. De imediato a oncologia entrou na era atômica: o rádio era introduzido diretamente nos tumores (braquiterapia) ou usava-se aplicações com equipamentos capazes de produzir doses poderosas de raios X, em locais protegidos, (teleterapia), mil vezes superiores aos equipamentos de raios-X destinados ao uso diagnósticos. A radioterapia estava inventada. Ainda não se conhecia os efeitos deletérios das radiações (Marie Curie morreu de leucemia, em 1934).
A radioterapia chegou ao Brasil em 1914, com o professor Eduardo Rabello, fundando no Rio de Janeiro, o Instituto de Radium e Eletrologia da Faculdade de Medicina. Em 1918, iniciou o funcionamento do primeiro aparelho de roentgeterapia profunda, no consultório do Dr. Arnaldo Campelo. Na verdade, era um aparelho de raios-X potente. Em 1938, foi fundado o Instituto Nacional do Câncer (INCA), e o Dr. Manoel de Abreu (o mesmo da abreugrafia), era o responsável pela roentgeterapia. No início do seu uso, quando ainda não se conhecia os efeitos patogênicos das radiações ionizantes, a medicina usou o tratamento radioativo em: ulceras cancerosas, epitelioma, tumores, fibroses, nevralgia facial, dores pertinazes, reumatismo crônico, suores profundos das mãos, doenças rebeldes da pele e das mucosas, eczemas, acne, verrugas, queloides, psoríases, lúpus, tuberculose de pele...
Em Sergipe, somente em 1943 chegou o primeiro equipamento de radioterapia, um aparelho de ortovoltagem para radioterapias superficiais, instalado no Hospital de Cirurgia, sob a responsabilidade técnica do Dr. Oswaldo Leite (foto). Em 1975, ocorreu a virada. O Hospital de Cirurgia recebeu do Ministério da Saúde um equipamento de radioterapia, com base na tecnologia da “bomba de cobalto”. A questão passou a ser, quem vai operar o novo equipamento? Três recém-formados, Geraldo Bezerra, foi fazer hematologia em Salvador; William Soares e Regis Meira saíram para residência médica nas áreas oncologia/radioterapia, em São Paulo. São os pioneiros, depois de Oswaldo Leite. A partir de 1977, a radioterapia em Sergipe se tornou uma realidade, atendendo cerca de mil pacientes por ano.
Sergipe entrou na era da radioterapia moderna, com equipamento movido por “acelerador linear”, a partir do ano 2000. O Dr. Regis Meira foi aos Estados Unidos e comprou um acelerador linear, de segunda-mão (usado), por 70 mil dólares, (um novo custava na época 400 mil dólares), e instalou no Hospital de Cirurgia. O antigo equipamento com a bomba de cobalto, foi doado ao departamento de física da UFS. O acelerador linear acima é o mesmo que continua funcionando no Hospital de Cirurgia, claro a maior parte do tempo quebrado. No mesmo período, foi instalado outro acelerador linear no HUSE.
No momento a radioterapia vive uma expectativa de crescimento. Uma clínica privada foi inaugurada; e os Serviços de Radioterapia do HUSE e do Hospital de Cirurgia estão recebendo um acelerador linear cada, ainda esse ano, doados pelo Ministério da Saúde. Temos em Sergipe seis radioterapeutas em atividade: William Soares, Maria Valdhenice Oliveira, Maria Luciene Santos, André Gentil, Marcos Antônio Santana e Regis Almeida Meira; e quinze físicos. Sem contar que existe um Hospital do Câncer previsto nos discursos dos políticos, terraplanagem feita, obra começada, só que ninguém de boa-fé acredita.

Antônio Samarone.  

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

COISAS DE SERGIPE


Coisas de Sergipe.

José Rodrigues da Costa Doria, governou Sergipe entre 1908 e 1911. Além de médico, era professor da Faculdade de Medicina Bahia, contudo, um dos seus despachos, onde negou a licença maternidade a uma professora de Itabaiana, se tornou um clássico da insensibilidade social daqueles tempos. Vamos ao requerimento e ao despacho:

Excelentíssimo Senhor, Doutor Presidente do Estado.

Isabel Giudice Lima, abaixo firmada, professora pública do povoado Terra Vermelha deste município, achando-se em estado interessante, bem adiantado, no tempo necessário para o parto, vistos os sintomas e não podendo continuar no exercício da cadeira, requer a Vossa Excelência uma licença de noventa dias para a competente dieta, de acordo com o regulamento. Deixo de juntar o atestado preciso por não ter um médico nesta cidade.
Pede deferimento.
Itabaiana, seis de março de mil e novecentos e onze.
Isabel Giudice Lima.

O despacho do Governador.

Concedo a licença requerida sem vencimento algum, visto não constituir moléstia o estado em que se acha a suplicante e nem constituir situação independente de sua vontade.
Palácio do Governo, nove de março de 1911.

Rodrigues Doria.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

MESTRES DA MEDICINA EM SERGIPE - Everton de Oliveira.


EVERTON DE OLIVEIRA – Mestres da medicina em Sergipe...

Everton de Oliveira (90 anos), nasceu em Neópolis, em 31 de outubro de 1927, filho de Ulisses de Oliveira, operário da fábrica de tecido dos Peixoto Gonçalves, na Passagem, e dona Alice de Oliveira. Órfão de mãe logo cedo, Everton foi criado inicialmente pelos avós maternos, dona Olímpia e seu Pedro Narigudo. Começou o curso primário no Colégio dos Padres, em Piaçabuçu, e concluiu na Escola do Professor Quincas, em Penedo. Aos treze anos, foi morar na casa da Tia Zulmira, em Aracaju, com o objetivo de estudar. Fez o curso ginasial no Colégio Salesiano e o científico no Atheneu Sergipense. Como bom aluno em matemática, ensinava banca na casa da tia, e nunca faltou alunos.

Filho de operário, órfão de mãe, criado por uma tia vitalina em Aracaju, como ir prestar vestibular para medicina na Bahia, quem pagaria essa conta? Nessas horas uma solução aparece. O Comendador Peixoto ao saber que um filho de um operário de sua fábrica queria ir estudar medicina na Bahia e não tinha condições, usou o prestígio, e arrumou um emprego para o jovem Everton em Salvador, no Serviço de Água e Esgoto da Bahia. Tendo do que viver, Everton foi morar na pensão de dona Mirtes, no Beco do Mijo, em Salvador. Dona Mirtes era uma sergipana, que ao lado de dona Lila, de Itabaiana, que tinha outra pensão, recebiam os estudantes sergipanos de menor poder aquisitivo.

Everton entrou na Faculdade de Medicina da Bahia em 1948 e concluiu o curso em dezembro de 1954, numa turma recheada de sergipanos. Fez toda a formação médica dirigida para a obstetrícia, pensando em ser parteiro. Perto de se formar, recebeu a visita do Dr. Carlos Firpo, diretor do Hospital Santa Izabel em Aracaju, que levou uma proposta ao jovem estudante. Precisamos de você em Aracaju, mas como Anestesiologista. Everton pensou, e resolveu passar mais um tempo na Bahia depois de Formado, para receber um treinamento na nova especialidade. Destaca-se, que o Dr. Everton conheceu na Bahia a destemida enfermeira Railda Andrade de Oliveira (foto), com quem se casou em 07 de novembro de 1957 (estão completando 60 anos de casados).


Em Aracaju, o Dr. Everton foi trabalhar como anestesista no Hospital Santa Izabel; plantonista no SAMDU, uma urgência da Previdência Social; plantonista no Pronto Socorro Municipal, que funcionava nos fundos da antiga sede da Prefeitura, no Parque Olímpio Campos; e tinha o seu consultório particular no Edifício Maiara. Uma vida modesta, voltada para a medicina, no tempo em que a base do trabalho médico era a filantropia. Everton nunca foi de muita conversa, um homem simples, que gostava mesmo era de jogar buraco com os amigos, e das pescarias nos finais de semana. O Dr. Everton e a enfermeira Railda, educaram seis filhos: a enfermeira e advogada Acácia, Ulisses, Clara, Paulo, Beto e Fábio; e possuem nove netos e três bisnetos, chamando atenção para a neta Luise, que decidiu seguir a profissão do avô e é anestesista na Bahia. Na entrevista com o Dr. Everton de Oliveira, constatei a tranquilidade de quem tem a certeza que cumpriu a sua missão na vida salvando vidas com decência e dignidade. 
Antonio Samarone.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

JOSÉ NUNES DA SILVA – Histórias do povo sergipano.


JOSÉ NUNES DA SILVA – Histórias do povo sergipano.

José Nunes da Silva, nasceu em 13 de novembro de 1904, em Aracaju, e faleceu em 26 de setembro de 1986. Filho de Antônio Nunes da Silva e Adelaide Nunes da Silva. José Nunes foi casado com a professora pública Júlia Canna Brasil (estanciana). Teve quatro filhos: Hélio Nunes da Silva, Célio Nunes da Silva (escritor e jornalista), Neyde Nunes da Silva e Layde Nunes da Silva (única viva, mora em Houston – EUA). Fonte: jornalista Claudio Nunes

José Nunes foi gráfico, dirigente sindical, funcionário público, presidente do Centro Operário Sergipano*, entidade que teve marcante atuação nas décadas de 20 e 30, retornando na década de 50, sendo fechado pelo Golpe militar de 1964. Participou de movimentos sindicais e revolucionários em Sergipe, sendo preso em 1935 e processado pelo Governo Militar em 64. Sempre esteve ligado, desde 1922, (data de fundação nacional) ao Partido Comunista Brasileiro – PCB. José Nunes, Manoel Vicente, Gervásio Santos (Careca), Gilberto Burguesia, Major João Teles, Lídio Santos, Pedro Hilário, Tonico Alfaiate, Seu Brás do Siqueira, Antonino Pedreiro, Hélio Nunes, Álvaro Pedreiro, construíram a história do movimento social em Sergipe. Parodiando Ferreira Gullar, “quem contar a história de Sergipe e a do seu povo, tem que falar deles, ou estará mentindo”.

*O Centro Operário Sergipano, fundado em 11/12/1910, teve os seus estatutos aprovados em 09/07/1911, assinados   por Olympio Mendonça, Manuel Júlio da Silva e Avelino dos Reis; e teve como primeiro Presidente o Major Xavier de Assis. A primeira realização do Centro Operário foi a criação da Escola Horácio Hora (08/12/1911), com funcionamento noturno para os operários. A Escola funcionou inicialmente num salão cedido por Thales Ferraz, proprietário da Fábrica Sergipe Industrial. Essa escola funcionou até 1964, quando os militares mandaram fechar. O Centro Operário publicava o jornal “O Operário”, para informar e educar os trabalhadores.  Em 01 de maio de 1911, foi inaugurada a Escola Federal de Aprendizes e Artífices, destinada a qualificação dos trabalhadores, sob a direção do Dr. Augusto Leite, com três oficinas: alfaiataria, marcenaria e mecânica.


Antônio Samarone.